D&D 4: dá pra jogar sim, senhor.
D&D 4: dá pra jogar, sim senhor.
Sábado dia 23, foi o dia mundial do D&D. No Brasil saiu o Livro do Jogador da 4ª Edição, lá fora o Livro dos Monstros II. Uma pequena parte do nosso grupo (somos do inter) visitou o evento e como não podia deixar de fazer comprou um livrinho (que a próposito saiu por 71 paus
, ainda sobrou grana pra comprar uma aventurazinha, chamada Fortaleza do Pendor das Sombras, colorida e tudo).
▲Por fora o livro apresenta um aspecto vistoso; tons azuis leves, contrastando um pouco com o tom “couro de luxo” da versão anterior; assim como foi feito na 3E nenhum sinal de “4″ na capa do livro (mas eles falam das edições anteriores no livro). No geral agradou, apesar do meu livro ter vindo com um cheirinho estranho, algo de agridoce misturado com vômito (“cheiro de livro novo”). ▼Abre-se o livro, primeira surpresa desagradável: papel de revista Veja! Papel fino, frágil, sem quase nenhum detalhe (bem diferente do estilo grimório da edição anterior). Folheando um pouco mais segunda surpresa desagradável: o livro novinho estava FURADO bem na página 279, procurada a loja eles substituiram rapidamente, felizmente. Mas fica a nota de cuidado. As impressões apesar das figuras bem grandes e tabelas bacanas mostram-se tb um pouco frágeis e estão sujeitas a arranhões. Só lembrando, não tive acesso a versão em inglês do mesmo, não sei se o papel fraco é regra nos EUA, reflexo da crise mundial, etc, etc. Mas o preço cobrado ainda parece-me justo.
▲ Nós jogamos a aventura oficial do evento, um dungeon crawling, algo com uma kobold em uma caverna, fichas pré-prontas de 5º nível (maga blood elf… digo eladrin, SdG tiefling, palada anão, ladino dragonborn, bárbaro golias), que usavam um pouco do LdJ II (ainda não disponível em português).
Eu sou um Deus!
Quando um personagem ganha habilidade sobre-humanas graças a pedras verdes, poder mágico, ou simplismente XP, ele geralmente ganha também ilusões (ou em alguns casos certeza de ser) de divindade ao mesmo tempo. Torna-se então quase inevitável que ele fará um discurso enfantizando quanto ele evoluiu além da simples humanidade, e como eles são inferiores em relação a ele. Isto geralmente acontece alguns segundos antes de alguém descobrir como matá-lo/retirar seus poderes/huminlhá-lo. Qualquer NPC poderoso não-maligno também usará isto como uma desculpa para não ajudar os heróis.
Temos bons exemplos disto na nossa maravilhosa mesa de jogo:
- O fato do infeliz do bárbaro ser realmente imortal enquanto em fúria não contribui em nada para aplacar suam megalomania. Alguém lembra do famigerado torneio de Keen e a “briga que não aconteceu”? Cai nas chaves de luta que Toninho e Artur iam lutar, até aí tudo bem, qualquer um podia aceitar que um deles se recusasse por serem colegas de grupo e talz, mas aí vem a negativa de Tonico: “eu não vou perder tempo lutando com o personagem de Artur, ele é um lixão!” Poderia até ser verdade, não fosse um detalhe: em D&D qualquer personagem épico que perde a iniciativa É UM LIXÃO, E ESTÁ FADADO A MORRER NAS MÃOS DO MAIS RÁPIDO. Explico-me: os compbates épicos não duram 1000 dias como os dos cavaleiros de ouro, mas sim 1 turno, muitas vezes o infeliz morre só do dano maciço. Assim aconteceu e Tony foi pro beleléu do primeiro golpe (levara o golpe na CA exata, sem margem de sucesso). Devido a uma falha técnica, esqueceu-se de somar um mero “+1″ na CA e esta foi uma das únicas vezes que a regra “chiclete colou” foi questionada. Até hoje não se sabe o que realmente ocorreu, só sabemos que o deus da guerra ainda é o amigo de Ryu…
Dramatização da batalha.
- Há também o arqueiro que gosta de torcer a realidade do mundo, criando itens impossíveis e usando as apelações supremas (as quais só são permitidas a um deus). Ainda no dito torneio este, chamado Jr o convencido (também conhecido como Jr o covarde, ou Pirer o Porigrota) num de seus raros momentos de convencimento (que só ocorrem na frente de arqueiros) morreu na primeira flechada da morte pra um mero anjinho da turma da Mônica (um Solar lixão). Mais uma vítima do “natural one” que é 100 vezes mais poderoso do que o “natural 20″ (respectivamente tirou 1 na iniciativa e na resistência). Não esqueço de mencionar que ele já havia se dado mal uma vez mostrando suas habilidades de arquearia aos seus “aprendizes”, uns soldados que riram as bandeiras despregadas ao vê-lo com uma flecha espetada na mão.
- Jaime, embora não aparente, se considera um verdadeiro deus, já que sempre cai nas armadilhas mais óbvias, provavelmente porque julga-se imortal. Ele disputa pau a pau o título de deus da Ambição e tem como serviçal a própria Wynna de quem só explora seus poderes. Ele também tem um avatar, o boneco de posto. A maior prova da divindade de Jaime são suas freqüentes ressurreições, somente superadas pelas suas mortes (Jaime já chegou a morrer duas vezes antes de ser ressucitado, e alguns comentam quantas cicatrizes ele teria nas próprias cicatrizes; ele rebate dizento que “ressureição ajeita tudo”). A maior revolta de Jaime é o fato de possui uma mente divina e ser proibido de “saber” o que é OXIGÊNIO, embora como deus que é, ele certamente saiba.

- O mestre, sempre ele, tal qual igual a Raydem (e também um tal de Jebus) desceu a terra na forma de um humilde necromante só para ganhar XP como qualquer aventureirozinho normal. O fato dele nunca morrer, nunca cair nas armadilhas e nunca apanhar contribui com sua má-fama de “semi-NPC” que só está lá pra Jaime roubar as magias… Mas sendo representante do mestre ele com certeza também é um deus! Além do que ele sempre pode lançar mãos do poder tronxo de criar duas vampiras gostosas de qualquer classe (melhor que um desejo, ora pois!) que geralmente só estão lá pra ressucitar Jaime!
- Não vamos esquecer de Artuzinho que como poder divino possui a onipresença pois sempre está em todo lugar quando o assunto é receber XP, e por isso consegue manter um nível maior que o médio do grupo, embora só apareça uma vez por ano para jogar… Ah ele também tem uma espada inquebrável e todo mundo sabe que SÓ UM DEUS teria uma coisa indestrutível. Ele também é verde…
Desenhe seu aventureiro medieval em versão Comics
Minha versão tosca, ainda não colorida (pintou Jr?) do bárbaro de Tony Tolets
Culpa da minha irmã pequena viciada em joguinhos flash de maquiar boneca, vestir boneca, etc. Mas lá vai o post: Na internet é possível encontrar uma seleção razoável de sites com ferramentas em flash que irão auxiliá-lo na criação do visual de personagens para jogos de RPG. Eu vou apresentá-los aos três que eu achei, na forma de Supers versão comics americana (estilo Batman, Superman, X-Men, etc).
Fábrica de Heróis: Um dos melhores, projeto tocado pelo Edu Reis à partir do Hero-o-Matic – uma ferramenta similar criada pelo Ronaldo Barata para ajudar jogadores de RPGQuest a fazerem desenhos de seus personagens – segue bastante o traço genial do Bruce Timm, responsável pelo design de personagens dos desenhos do Batman (Batman: The Animated Series), Super-Homem (Superman: The Animated Series) e Liga da Justiça (Justice League: The Animated Series). É a ferramenta mais completa no que se refere à personalização de texturas, além de estar em português (o que quebra um galhão para quem não entende inglês – principalmente nosso amigo Jr “Pirer”), e ainda ser fácil usar todas as ferramentas.
HeroMachine: A primeira destas ferramentas de criação de desenhos de heróis (pelo menos que eu saiba), o HeroMachine gera personagens com um traço bem anos 60 (é, meio ultrapassado). Além disso, o HeroMachine é o campeão em termos de posicionamento de objetos, por permitir escolher mandar eles para frente ou para trás uns dos outros, e maravilhoso para escolher cores – tem uma palheta bem completa e ainda um gradiente caso queira algo completamente diferente.
Marvel Create Your Own Superhero: Oferecido pela própria Marvel, esta ferramenta é bastante interessante por apresentar uma opção diferente de estilo do desenho. Os personagens me lembram um pouco os desenhos das revistinhas da Marvel do início dos anos 90, especialmente pela forma esquisita como ele trata as cores. O que é bem estranho, porque provavelmente o público do site não lia as revistinhas naquela época.
Qual o meu preferido deles? A simplicidade e limpeza dos desenhos do Fábrica de Heróis me atrai bastante, sendo portanto a minha primeira parada quando quero usar um programa destes. E você? Qual prefere? Ou talvez seja uma destas pessoas sortudas (Jaime Jr, na verdade Jucienne) capazes de fazer seus próprios desenhos. Se for o caso, considere-se agora alvo de minha inveja, maldita criatura dotada de habilidade artística!
AvRIL: Torneio do Deus da Guerra
AvRIL (Aventura Romanceada, Interpretação Livre): Flechas cruzavam o céu como uma nuvem mortal que cai sobre os inimigos. Catapultas lançavam gigantescas pedras de fogo destruindo tudo em seu caminho. A escuridão era atenuada apenas pelo fogo destruidor. As tochas perenes, as flechas incandescentes, e as luzes mágicas. Dois exércitos numerosos, como não se pode imaginar, digladiávam-se no planalto à frente da fortaleza de Keenn. Gritos de guerra e de dor. O sangue e a morte correndo pelas rochas escarpadas do enorme campo de batalha que se estendia até onde a vista poderia alcançar.
Da torre principal, nos salões de batalha, quase uma centena de criaturas vislumbravam o reino que um dia poderia ser seu. Eram figuras de aparência poderosa, heróis, vilões, semideuses, anjos e demônios. Estavam todos preparados para o que viria, vestidos com suas melhores armaduras, portando suas mais poderosas armas e artefatos mágicos.
Dentre todos, um parecia ver a cena de forma especial, como se fossem seus exércitos ao longe. Era uma bela criatura de aparência feminina, seus braços, todos os seis, pareciam mover-se como quem rege a uma orquestra, e ela sorria. O som da batalha que se desenrolava, diante de seus olhos, no planalto à sua frente, gritos, choro, explosões… foi suprimido pelo barulho de um trovão que cortou o grande salão.
Uma gigantesca porta de metal rangeu como um estrondo, sendo aberta por quatro grandes correntes que se perdiam em aberturas laterais – que criaturas as estariam abrindo? – passos ecoaram pelo salão, tão poderosos quanto o som da porta que se abrira, os sons de Werra pareciam ter se calado lá fora. Quatro figuras vestidas com armaduras negras, como monolitos titânicos, moveram-se pelo salão abrindo caminho entre os convidados que aguardavam a chegada de seu anfitrião. O salão imenso, pareceu pequeno quando a enorme figura adentrou, mais alto que a estátua de Valkaria, mais tenebroso que o próprio reino. Aqueles que o aguardavam tentaram esconder o medo que aquela imensa figura inspirava.
Só agüento até aqui, quanta poesia!
A realidade: libertamos Valkaria e depois de outras aventuras épicas estamos no torneio de Keen para matar o próprio, por falta do que fazer.
Os dados rolam, Jr morre pro Anjo (1 rodada), Artur perde (?) pra Tony (1 rodada?), Tonynho chega na final e perde pra Keen (na forma de deus, pq perdeu a iniciativa, lógico, 1 rodada). JB reclama (resto da sessão). O mestre mestra pelo Powerpoint e enrola(…) A dona q estava se admirando dos exércitos (a rainha dos Tanarii), perdeu pra Artur na 5ª rodada (batalha mais longa da sessão inteira). Jr derrotou 2 deuses do Divindades e Semideuses (na forma de deus, deuse fracotes de D&D…), Tony entrava em fúria e bem, vcs já sabem do resto. Jaime diz: eu vou embora!
Bom e bruto
O Livro Sem Fim
Para ver um mundo num grão de areia
E um céu numa flor silvestre
Segure o infinito na palma de sua mão
E a eternidade numa hora.
William Blake
Por séculos eu estive lendo um livro sobre mim mesmo lendo um livro; um livro cujo final eu não podia alcançar. Eu não cheguei ao fim do Livro Sem Fim.
O livro tinha um tamanho razoável, era feito com couro de dragão e adornado com ouro. No centro havia uma pedra verde, talvez uma esmeralda. Seu fecho estava aberto; não havia travas ou armadilhas mágicas. As páginas, pelo menos a princípio pareciam ser feitas de velino, macio e uniforme. O tomo parecia ter pouco mais de 100 páginas, nada fora do comum.
Termos RPGísticos da Mesa
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Dado de 20 3d6+3: antigo d20, na época em que não havia d20. Em uma frase: “oh puxa eu tirei 21 no dado de 20!”. Explicando: no interior as coisas são difíceis, tudo demora a chegar (inclusive o progresso) e algumas coisas não são vendidas por lá (entre estas coisas inclui-se o d20, que não é vendido por lá até hoje e o d6 custa 4 $ em Biô!). Bom para sanar isto criou-se o sistema matemático de equação 3d6+3 (NA VERDADE era 3d5, um sistema bem mais complicado, mas eu não me lembro mais…). Outros sistemas tb foram criados para os outros dados (d4 era d6 se desse 5 ou 6 jogava de novo, d12 era 2d6, d100 jogava no cronômetro do relógio, etc). Bom de toda forma isso só prova que pobreza nunca foi obstáculo pra jogar RPG, já que jogamos AD&D por quase um ano dessa forma!
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Boneco: um personagem jogador. Em uma frase: “seu boneco está flanqueado”. Possivelmente este termo começou a ser usado pelo mestre atrapalhado devido ao uso constante de “recursos estratégicos desnecessários” (leia-se “mapa de combate”). E olhe que boneco faz tempo que Rafael quebrou todos…
- Boneco de Posto: um personagem jogador, só que sem o jogador. Em uma frase: “joga Jaime como boneco de posto!”. Quando um jogador (Jaime) falta, para não prejudicar o ritmo da aventura (e poupar preciosos PVs dos outros) o personagem do mesmo entra no “modo boneco de posto” (dummy gas station mode) e passa a realizar as tarefas ingratas do grupo como por exemplo: apanhar pros monstros, cair nas armadilhas, não receber parte do tesouro, etc. Em geral o jogador (Jaime) ao voltar na outra sessão encontra seu personagem com injúrias e insatisfeito com a falta de humanidade do grupo pede melhores condições de vida… não, não, ele só pede o tesouro mesmo (minha parte!).
Temos aqui a gravação de uma partida com um mago (Jaime) em modo boneco de posto enfretando um terrível monstro: http://www.youtube.com/watch?v=7RKBIyBAwYg&feature=related Note que JB inteligentemente passou infromações pelo telefone (lanço Dança Irresistível no monstro!) salvando a pele de seu mago.
- Peidinho: morte instantânea. Em uma frase “Jr (som do peidinho)”. Este termo não é utilizado por extenso; na verdade sua onomatopéia é reproduzida pela boca do mestre toda vez que uma criatura sofre uma morte rápida (principalmente monstros, quando o bárbaro de Toninho está em Fúria). Apesar da forma de expressão é um termo muito sério. Não deve ser utilizado na vida real pois apresenta terríveis consequências: http://www.youtube.com/watch?v=OYcy4nCe6Mo
Dado Selvagem, a 1ª Aventura (e a 2ª, 3ª, 4ª…)
A história se passava no mundo medieval fantástico de Arton (já bem conhecido por nossos jogadores) e foi mestrada usando o sistema 3d&t (ah desse aí eu manjo!) e AD&D (o sistema novo! quêê! a XP não zera quando passa de nível?). A aventura tem início na pequena cidade de Bek’ground; o local estava sendo atacado por um certo louco e os heróis deviam encontrar uma forma de terminar com os ataques.
Rumores diziam que o tal louco estava atrás de um artefato do Deus do Caos conhecido como Dado Selvagem que estaria escondido em algum lugar nos arredores da cidade. Conversar com uma outra louca, Hit – a louca da ponte, era um teste à paciência dos aventureiros, e os levava até a tumba do fundador de Bek’ground onde eles teriam que confrontar seu fantasma para reaver o Dado e acabar com toda a confusão. E é claro havia o problema dos kobolds…
Dado Selvagem é uma aventura de RPG de mesa publicada na revista Dragão Brasil #68 (para os sitemas AD&D/GURPS/3d&t) e, posteriomente, na Só Aventuras #2 (Sistema d20/D&D 3E). Era indicada para personagens iniciantes, como uma aventura introdutória.
A aventura era realmente bastante “introdutória”, já que foi mestrada mais de 5 vezes! Numerosos grupos foram apresentados aos sistemas AD&D/3d&t e ao mundo de Arton através desta aventura. Se não me falha a memória os grupos eram mais ou menos assim:
- Grupo 1 (3d&t): Novisk o aprendiz (atualmente o Avatar da Magia), Zell o guerreiro desconhecido, um personagem chato de CC (qq outro personagem chato não será citado!).
- Grupo 2 (AD&D): Guitar o mago (que após essa aventura ficou conhecido como “o mago destruidor de cidades”), Lamet o cartomante, Jack Hibow I o guerreiro do arpão e do burro (e da cota de talas!), um clérigo da morte semi-NPC.
- Grupo 3 (AD&D): Kimmy Venom o druida explorado, O Chacal (ladrão), o personagem de Marcony (que foi até hoje o único que NÃO entregou o dado!).
- Grupo 4 (AD&D): Aventura solo com o ranger “honrado” de Thiago. E ele venceu sozinho? Ganhou duas espadas +1? Babããão…
- Grupo 5 (AD&D): O bardo louco da lajatang e o mago rebelde (não pai! eu não sou um guerreiro!).
- Grupo 6 (AD&D): Barra/Barra (Gue/Mag matador de dragões de Tony) e Barra/Barra/Barra (Cle/Gue/Mag soldado universal de Jr), os agentes Winx.

A História do Burro!
Daller Viban, também conhecido como o “Burro do Minotauro”
Tudo começou em uma floresta (bah! essas aventuras só têm floresta!) nos arredores de Valkaria. O minotauro havia sido vendido para uma tribo de halflings e realizava trabalhos manuais pesados para seus pequeninos patrões. Ele não estava satisfeito com esta condição mas seu orgulho havia sido ferido e sua situação de escravo ainda era recente. Neste exato momento, ele estava coletando lenha na floresta para seus senhores. Então ele conheceu o bandido.
No princípio o minotauro o ignorou; estava empenhado no trabalho, descontando sua fúria na madeira e já havia enchido um carroção inteiro. O marginal não hesitou frente à fera; na verdade até fez um gracejo sobre sua condição: “um minotauro escravo, quem diria!” O minotauro ficou irritado e o encarou com agressividade, mas agora também estava atento ao seu discurso. Foi então que o bandido contou sua proposta: roubar a carga de lenha e vender a um grupo de receptadores goblins, na favela de Valkaria.
O minotauro artoniano é intolerante, orgulhoso e escravocata. Sob condições normais um minotauro jamais aceitaria a escravidão, preferindo a morte. Mas Daller não era um minotauro normal…
CONTINUO AMANHÃ, TRABALHO CHATO CHAMA
A história do velho!
Como foi prometido na comunidade “Arauto da Pasta Sagrada” aí vai um esboço da história do velho, o personagem mais poder… habil… resist… bem o mais VELHO da história do RPG!
Bem, antes de tudo… o QUE É o VELHO?
METAJOGO (D&D 3E/3.5/4E): O velho é um Elfo Cinzento (também conhecido como Eladrin), Mago 3, For 8, Des 10, Con 8, Int 22 (24 para magias), Sab 22, Car 20. OBS: 2ª Categoria de Idade (+ de 300 anos, -3 F/D/Co, +2 I/S/Ca); Cego (50% chance de falha); não possui NENHUMA magia de ataque (até porque não pode mirar uma magia sem ver), somente magias defensivas. “Mas espere um pouco, como alguém assim pode ser um aventureiro? E ainda por cima de nível baixo? E esse imbecil usa essa CD de magia monstruosa para conjurar Pasmar?!”
Seu verdadeiro nome é desconhecido (ele mesmo não se lembra), sendo conhecido por Old Blind Sekishiki, devido aos gritos de um ferreiro anão que morava na cidade de Sckarten: “Ye old blind” (pois é, o anão em nosso mundo parece com o inglês). O Sekishiki veio depois, foi acrescido por um ninja misterioso que ele derrotou (sozinho!).
Na China, o aglomerado de estrelas da constelação de Câncer, chama-se Sekishiki, que significa “buraco por onde as almas sobem para o além”.
Seu grupo de aventureiros atual inclui um paladino nephalin (meio-celestial) e um clérigo humano mal-humorado (“esse velho não serve pra nada”). Quando não está se aventurando, o velho reside em uma floresta na casa do druida (não, não é AQUELE druida!) , que é considerado o pai do velho, embora tenha “apenas” 99 anos. Como se trata de um humano, o druida já é bem gagá e não ajuda em nada…
FATO VERÍDICO: Na verdade o velho tem um passado sombrio, no qual ele era um poderoso assassino cegueta com uma mochila de madeira… http://br.youtube.com/watch?v=1bl4aMvcRhE&feature=related
Contribua você também com a história do velho!











